4. Administração da Produção





Organizações

Significado de organização conforme o dicionário: 
substantivo feminino, ato ou efeito de organizar(-se).
composição, estrutura regular das partes que constituem um ser vivo.
p.ana. entidade que serve à realização de ações de interesse social, político etc.; instituição, órgão, organismo, sociedade.
ordenação das partes de um todo; arrumação.

Segundo Maximiano(1992) "uma organização é uma combinação de esforços individuais que tem por finalidade realizar propósitos coletivos. Por meio de uma organização torna-se possível perseguir e alcançar objetivos que seriam inatingíveis para uma pessoa. Uma grande empresa ou uma pequena oficina, um laboratório ou o corpo de bombeiros, um hospital ou uma escola são  todos exemplos de organizações."

Segundo Robbins (2002), uma organização é um arranjo sistemático de duas ou mais pessoas que cumprem papéis formais e compartilham um propósito comum. 

Silva (2001) considera que uma organização é definida como duas ou mais pessoas trabalhando juntas, cooperativamente dentro de limites identificáveis, para alcançar
um objetivo ou meta comum.

Stoner & Freeman (1985), por sua vez, definem organização como sendo duas ou mais pessoas trabalhando juntas e de modo estruturado para alcançar um objetivo específico ou um conjunto de objetivos.

A nossa sociedade vive sobre a organização, desde o despertar das pessoas até o adormecer. Exemplo prático disso, são necessidades básicas para a sobrevivência, precisamos de água, luz, calor, alimentação. E tudo isto é produzido por organizações, e quando produzido para consumo próprio também é necessário uma organização pra que a produção de os resultados esperados.

A sociedade vive diariamente interagindo com organizações das maias variadas classes. No Brasil quem organiza isso é a CNAE.


CNAE

CNAE é o instrumento de padronização nacional dos códigos de atividade econômica e dos critérios de enquadramento utilizados pelos diversos órgãos da Administração Tributária do país.                                                                                                                                         Trata-se de um detalhamento da CNAE – Classificação Nacional de Atividades Econômicas, aplicada a todos os agentes econômicos que estão engajados na produção de bens e serviços, podendo compreender estabelecimentos de empresas privadas ou públicas, estabelecimentos agrícolas, organismos públicos e privados, instituições sem fins lucrativos e agentes autônomos(pessoa física) .                                                                       A CNAE resulta de um trabalho conjunto das três esferas de governo, elaborada sob a coordenação da Secretaria da Receita Federal e orientação técnica do IBGE, com representantes da União, dos Estados e dos Municípios, na Subcomissão Técnica da CNAE, que atua em caráter permanente no âmbito da Comissão Nacional de Classificação - CONCLA.                                                                                                                                   A tabela de códigos e denominações da CNAE foi oficializada mediante publicação no DOU - Resoluções IBGE/CONCLA nº 01 de 04 de setembro de 2006  e nº 02, de 15 de dezembro de 2006.                                                                                                                                     Sua estrutura hierárquica mantém a mesma estrutura da CNAE (5 dígitos), adicionando um nível hierárquico a partir de detalhamento de classes da CNAE, com 07 dígitos, específico para atender necessidades da organização dos Cadastros de Pessoas Jurídicas no âmbito da Administração Tributária.                                                                                                       Na Secretaria da Receita Federal , a CNAE é um código a ser informado na Ficha Cadastral de Pessoa Jurídica (FCPJ) que alimentará o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica/CNPJ.

Fonte (acesse os links para conhecer mais):





No Brasil as organizações distinguem-se em três setores básicos: 
  • setor primário: organizações da área extrativista, agropecuária e pesca.
  • setor secundário: organizações da área manufatureira.
  • setor terciário: organizações da área de serviços
CAPÍTULO 4 -


 Administração da produção I Petrõmo G Martms,Fernando P laugeni - 2 ed. (revisão aumentada e  atual 
São Paulo. Saraiva, 2005.



Fonte da figura: http://www.apmi.pt/news/%C2%ABintrodu%C3%A7%C3%A3o-aos-metodos-e-tempos%C2%BB-7-de-maio-de-2013-%E2%80%93-hotel-mundial,-lisboa/




ESTUDO DE TEMPOS E MÉTODOS


Fonte da figura: http://www.imam.com.br/logistica/noticias/agenda/1704-engenharia-de-tempos-e-metodos


Cronometragem: A cronometragem é um dos métodos mais empregados na indústria para medir o trabalho. Em que pese fato de o mundo ter sofrido consideráveis modificações . desde a época em que F. W. Taylor estruturou a administração científica e o estudo de tempos e métodos, objetivando medir a eficiência individual , essa metodologia continua sendo muito utilizada para que sejam estabelecidos padrões para a produção e para os custos industriais.

Tempos Sintéticos (ou pré - determinados): A maior vantagem dos tempos sintéticos em relação à cronometragem é a possibilidade de calcular um tempo padrão para um trabalho ainda não iniciado. A utilização dos diversos sistemas de tempo sintéticos está restrita, no dia de hoje além do caso anterior, à verificação dos tempos padrões obtidos por cronometragem direta, principalmente.
Existem dois sistemas principais de tempos sintético: o work·factor ou fator de trabalho e o sistema methodos-time measurament (MTM) ou métodos e medidas de tempo. Esses sistemas identificam inicialmente os micromovimento que um operador executa para fazer uma operação. Para cada micromovimentoo, foram determinados tempos em função da distância e da dificuldade do movimento que se encontram tabelados. O tempo padrão da operaçã é obtido ornando-se os tempos de todos os micromovimento .

Amostragem do trabalho:
A amostragem do trabalho consiste em fazer observações intermitentes em um período consideravelmente maior do que em geral utilizado no tudo de tempo por cronometragem, e envolve uma estimativa da proporção de tempo dependido em um dado tipo de atividade, em um certo período, por meio de observações instantânea intermitente e espaçadas ao acaso. O método tem a seguintes aplicações :                                                                                           • estimativa de tempo d espera inevitável como base para o estabelecimento de tolerância de espera; estimativa da utilização de máquinas em fábricas, equipamento de transporte;
•estimativa de tempos gastos em várias atividades, como as exercidas por supervisores engenheiros, pessoal de manutenção, inspetores, enfermeiras, professores. pessoal de escritório etc.;
•estimativa do tempo padrão, pela combinação dos processo de avaliação e de amostragem do trabalho.

Finalidades do Estudo de Tempos
- Estabelecer padrões de produção
- Fornecer dados para determinação de custos
- Fornecer dados para balanceamento de linhas de produção

Equipamentos para o Estudo de Tempos
- Cronômetro de hora centesimal

- Filmadora
- Folha de observação
- Prancheta para observações

Etapas para a determinação do tempo padrão de uma operação
- Divisão da operação em elementos o Determinação do número de ciclos a serem cronometrados
- Avaliação da velocidade do operador 
- Determinação das tolerâncias: atendimento às necessidades pessoais ,alívio da fadiga
- Determinação do tempo padrão

Divisão da Operação em Elementos
São as partes em que a operação pode ser dividida. Tem a finalidade de verificar o método de trabalho e deve ser compatível com a obtenção de uma medida precisa. Tomar o cuidado de não dividir a operação em um número excessivo de elementos.

Número de ciclos a serem cronometrados: Onde: n ... Número de ciclos a cronometrar/z ... Coeficiente da distribuição Normal Padrão/R ... Amplitude da amostra/d2 ... Coeficiente que depende do número de cronometragens realizadas preliminarmente/X Média da amostra n= [(z.R)/Er .d2.x]2

Velocidade do Operador: A velocidade V (também denominada de RÍTMO) do operador é determinada subjetivamente por parte do cronometrista, que a referencia à assim denominada velocidade normal de operação, à qual é atribuído um valor 1,00 (ou 100%).
Assim, se:  V = 100% -Velocidade Normal
V > 100% - Velocidade Acelerada
V < 100% - Velocidade Lenta

Determinação das Tolerâncias
Necessidades Pessoais: de 10 a 25 min por turno de 8 horas,Alívio da Fadiga: depende basicamente das condições do trabalho, geralmente variando de 10% (trabalho leve e um bom ambiente) a 50% (trabalho pesado em condições inadequadas) da jornada de trabalho.
O fator FT (Fator de Tolerância) é geralmente dado por: FT = 1/(1-p), Onde p é a relação entre o total de tempo parado devido às permissões e a jornada de trabalho.

Determinação do Tempo Padrão
Uma vez obtidas as n cronometragens válidas, deve-se: o Calcular a média da n cronometragens, obtendo-se Tempo Cronometrado (TC); o Calcular o Tempo Normal (TN): TN = TC x V,Calcular o Tempo Padrão (TP) TP = TN x FT

Tempo Padrão de Atividades Acíclicas
Tempo Padrão =TS/q+ TPi  +TF/L
Onde:
-TS- Tempo Padrão do setup
-Q-Quantidade de peças para as quais o setup é suficiente
-TPi-Tempo Padrão da operação i
-TF-Tempo Padrão das atividades de finalização
-L- Lote de peças para que ocorra a finalização

Tempo Padrão para um lote de uma mesma peça
Tempo Padrão para um lote = (n.TS) + p.(  TPi) + (f.TF)
Onde:
-n -número de setup que devem ser feitos
-f  -número de finalizações que devem ser feitas
-p - quantidade de peças do lote

Tempos Predeterminados ou Sintéticos
Os tempos sintéticos permitem calcular o tempo padrão para um trabalho ainda não iniciado.
Existem dois sistemas principais de tempos sintéticos: o work-factor ou fator de trabalho e sistema methods-time measurement (MTM) ou métodos e medidas de tempo.
Unidade de medida  TMU
1 TMU = 0,0006 min ou 0,00001 h

Tempos Predeterminados ou Sintéticos
MICROMOVIMENTOS: o
-Alcançar
-Movimentar o Girar
-Agarrar

-Posicionar o Soltar
-Desmontar
-Tempo para os olhos

Amostragem do Trabalho
Consiste em fazer observações intermitentes em um período consideravelmente maior que o utilizado pelo método da cronometragem.
-Observações instantâneas
-Espaçadas ao acaso
Cálculo do tamanho da amostra: n= (z/Er)2 .(1 – Pi)/Pi

Vantagens e desvantagens da Amostragem em relação aos Tempos Cronometrados


Vantagens
Desvantagens









- Operações cuja medição por
- Não é bom para operações de ciclo




cronômetro é cara;
restrito;



- Estudos simultâneos de equipes
- Não pode ser detalhada como




- Custo do cronometrista é alto
estudo com cronômetro;



- Observações longas diminuem
- A configuração do trabalho pode




influência de variações ocasio-
mudar no período;



nais
- A administração não entende tão




- O operador não se sente obser-
bem;



- Às vezes se esquece de registrar o




vado de perto



método de trabalho.




















Processos e Operações
Processo é o percurso realizado por um material (ou informação) desde que entra na empresa até que dela sai com um grau determinado de transformação.
Quer na empresa manufatureira ou de serviços, um processo é constituído de diferentes operações.

Melhoria de Processos Industriais

A melhoria se compõe de quatro estágios e um preliminar, a saber:

-Preliminar - uma nova maneira de pensar
-Estágio 1 - conceitos básicos para a melhoria
-Observar as máquinas e tentar descobrir problemas -Reduzir os defeitos a zero
-Analisar as operações comuns a produtos diferentes -Procurar os problemas
-Estágio 2 - como melhorar? (5W1H)
-What? -Who? -Where? -When? -Why? -How?

Melhoria de Processos Industriais

Estágio 3 - planejamento das melhorias o Envolvimento no problema;

- Geração de idéias para a solução
•Pode ser eliminado?
•Pode ser feito inversamente?
•Isso é normal?
•No processo, o que é sempre fixo e o que é variável?
•É possível aumento e redução nas variáveis do processo?
•A escala do projeto modifica as variáveis?
•Há backup de dispositivos?
•Há operações que podem ser realizadas em paralelo?
•Pode-se mudar a seqüência das operações?
•Há diferenças ou características comuns a peças e operações?
•Há movimentos ou deslocamentos em vazio?          
Melhoria de Processos Industriais

Estágio 4 - implementação das melhorias o entender o cenário

o tomar diferentes ações para que a implantação dê resultado:
•Ações de prevenção;
•Ações de proteção;
•Ações de correção.


Atividade que Agrega Valor (AV):Define-se como a atividade que o cliente reconhece como válida e está disposto a remunerar a empresa por ela.          



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