3. Falando assuntos da Engenharia de Produção

Melhoria é uma necessidade?





Podemos ser pró ativos ou reativos dentro de uma organização, e propor mudanças e fazer parte delas, ou aceitar as mudanças que os outros fizerem.
A globalização trouxe para as empresas novas regras de atuação no mercado. Para isso tornou-se necessário repensar a empresa como um todo. Reavaliar processos, métodos, processos e dar valor ao conhecimento, que torna-se um uma ferramenta importante para manter a eficiência e eficácia. 


Gestão do conhecimento

A gestão do conhecimento tornou-se um recurso estratégico para as organizações. 
                                                               

                                  A gestão do conhecimento parte da premissa de que todo o conhecimento existente                                         nas organizações, na cabeça das pessoas, nas veias dos processos e no coração dos                                 departamentos, pertence também à organização. Em contrapartida, todos os colaboradores                                podem usufruir de todo o conhecimento presente na organização. (LUCHESI,2012)


GESTÃO DA MANUTENÇÃO




Manutenção é atuar no sistema de uma forma geral com o objetivo de evitar quebras e/ou paradas na produção, bem como garantir a qualidade planejada dos produtos.
A gestão da manutenção é uma área da empresa muito importante, pois é uma área da empresa que pode impactar de forma significativa nos lucros e custos da empresa. Culturalmente as empresas não consideram a gestão da manutenção como um elemento de custo, e não colocam como um elemento de gestão estratégica. 
Fazendo a gestão estratégica da manutenção a empresa aumentará a lucratividade, aumentando a disponibilidade das máquinas e a confiabilidade do processo. É importante a empresa investir na melhoria contínua dos seus processos, na manutenção de máquinas e equipamentos, investir em treinamento para as equipes, ter uma oficina de manutenção adequada a realidade da empresa, criando um bom ambiente de trabalho para a equipe de manutenção, isso irá refletir em segurança, meio ambiente, qualidade do produto e serviço e lucratividade.
É importante transformar a gestão da manutenção em uma área de lucratividade e não de custo dentro da empresa, evitando paradas desnecessárias e máquinas com problemas de desgaste. Os problemas devem ser encarados como oportunidades de melhoria, a manutenção bem gerenciada pode aumentar a eficiência do processo, reduzir custos, reduzir perdas e produtos sem qualidade.




RECURSOS NECESSÁRIOS PARA MANUTENÇÃO





Para que possa ocorrer manutenção, há necessidade que existam à disposição desta os seguintes recursos:
a) Recursos materiais - equipamentos de teste e de medição, ferramentas adequadas, espaço físico satisfatório, ente outros.
b) Recursos de mão-de-obra - dependendo do tamanho da empresa e da complexidade da manutenção aplicada, há a necessidade de uma equipe formada por profissionais qualificados em todos os níveis;
c) Recursos financeiros - necessários para uma maior autonomia dos trabalhos;
d) Recursos de informação - responsável pela capacidade de obter e armazenar dados que serão a base dos planos de manutenção.



TIPOS BÁSICOS DE MANUTENÇÃO






Há dois tipos básicos de manutenção, a planejada e a não planejada.
Não planejada: acontece quando não há uma programação, objetivando corrigir defeitos inesperados quando existe a necessidade de corrigir defeitos repentinos ou ocasionais que acontece quando por algum motivo a máquina fica sujeita a uma parada sendo o motivo externo. Esta manutenção é chamada corretiva
Planejada: quando efeito planejamento e programação prévios.
- Preventiva: é conjunto de ações e procedimentos antecipadas que tem por objetivo manter a máquina/equipamento funcionando.
- Preditiva: obtenção de dados por meio de acompanhamento do desgaste das peças das máquinas/equipamentos, é uma ação preventiva que se baseia no conhecimento de funcionamento de cada componente de máquinas/equipamentos.
- Detectiva: Busca falhas ocultas destes sistemas, evitando que os mesmos não operem quando necessário, á  manutenção preditiva dos sistemas de proteção dos equipamentos,  é a atuação efetuada em sistemas de proteção buscando detectar falhas ocultas ou não-perceptíveis ao pessoal de operação e manutenção.
O objetivo da prática desta política é aumentar a confiabilidade dos equipamentos, haja vista, é caracterizada pela intervenção em sistemas de proteção para detectar falhas ocultas e não perceptíveis ao pessoal da operação (SOUZA,2008).
A manutenção detectiva é importante nas industrias onde o nível de automação é crescente ou os processos são críticos e não suportam falhas.
- Engenharia de Manutenção: É o nível mais elevado de investimento em manutenção. Consiste em buscar as causas da manutenção já no projeto do equipamento, modificando situações permanentes de mau desempenho, problemas crônicos, e desenvolvendo a manutenibilidade.

- Manutenção Paliativa: A manutenção paliativa é semelhante a manutenção corretiva, variando no objetivo imediato. Também esta manutenção é executada após a ocorrência de falhas, sendo neste caso o objetivo imediato a reposição peças, ficando a resolução final da falha adiada para outro momento em que o funcionamento das dos equipamentos ou máquinas não seja já tão crítico. Também este tipo de manutenção é feito após solicitação do cliente, por comunicação de falhas ou danos.

É uma manutenção não planejada, onde a correção de defeito/falha, ou mau desempenho acontece de forma aleatória, sem que a ocorrência fosse esperada. Geralmente a manutenção corretiva implica em maior custo, pois, causa perdas na produção, pelo tempo de parada não planejado. 
Tipos de manutenção corretiva: 
- Reparo: É a correção de uma falha inesperada, sem qualquer planejamento.
1. Fase de amaciamento - os defeitos internos do equipamento se manifestam pelo uso normal e pelo auto ajuste do sistema. Normalmente estes defeitos estão cobertos pela garantia de fábrica.
2. Vida útil do componente - esta é a fase de pouquíssimas quebras e/ou paradas e é a fase de maior rendimento do equipamento;
3. Envelhecimento - os vários componentes vão atingindo o fim da vida útil e passam a apresentar quebras e/ou paradas mais freqüentes. É a hora de decidir pela reforma total ou sucateamento.


Normalmente aplica-se a manutenção de reparo na fase dois, onde o equipamento tem sua melhor fase de desempenho.
- Reforma: Define-se reforma como a completa análise, desmontagem, substituição e ou recuperação dos componentes, limpeza, montagem, testes, pintura, etc. Quando o equipamento atinge seu nível mínimo de rendimento ou a região 3, ele não está mais desempenhando suas funções satisfatoriamente, uma vez que produz pouco e causa muitas paradas, sem qualidade e com custo elevado. Deste ponto em diante, existem duas opções: substituir (vender ou sucatear) o equipamento ou fazer uma manutenção corretiva de reforma. 
É importante fazer uma análise técnica mecânica e econômica, para escolher a melhor opção, substituir ou reformar, esta tomada de decisão envolve também a possibilidade de modernização do equipamento/máquina.



ORGANIZAÇÃO DA MANUTENÇÃO CORRETIVA







- Oficina: a empresa possui um espaço com materiais, e instrumentos para resolver problemas mais comuns dos equipamentos ou máquinas. Este espaço possui ferramentas, peças mais básicas de reposição, instrumentos de medição, e fichas.
- Controle: é feito por fichas de manutenção e ordem de serviço.
- Ficha de manutenção: cada colaborador é responsável pelo seu equipamento/máquina, sendo, ele que deve avisar os problemas que ocorrem através da ficha de solicitação de manutenção. 
- Ordem de serviço: Documento de solicitação interna de serviço, para garantir que a informação não seja perdida e que chegue a pessoa responsável pelo planejamento, controle e correção das ações de forma padronizada.
- Fechamento da ordem de serviço: documento em que informa que o equipamento está pronto para o trabalho, e informa peças substituídas e tempo em que o equipamento ficou parado.
- Sinalização: É importante que equipamentos/máquinas parados sejam sinalizados, para garantir a segurança das pessoas e do local de trabalho, pode ser isolado ou sinalizado com um aviso que equipamento/máquina está fora de operação. 




GESTÃO AMBIENTAL






Processo adaptativo e contínuo, através do qual as organizações definem e redefinem seus objetivos e metas relacionados à proteção do ambiente, à saúde de seus empregados, clientes e comunidade, além de selecionar estratégias e meios para atingir estes objetivos num tempo determinado através de constante avaliação de sua interação com o meio ambiente externo.
Vantagens da Gestão Ambiental 
- Melhora no desempenho ambiental; 
- redução do consumo de recursos energéticos; 
- redução nos custos em geral; 
- otimização do processo produtivo; 
- melhora as relações indústria/governo.



O QUE É UM SGA (SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL)? 







- Processo voltado a resolver, mitigar e/ou prevenir os problemas de caráter ambiental, com o objetivo de desenvolvimento sustentável. 
- Estrutura desenvolvida para que uma organização possa controlar seus impactos sobre o meio ambiente e melhorar continuamente as operações e negócios.

Componentes básicos de um SGA - Reconhecer que a gestão ambiental se encontra entre as mais altas prioridades da organização; - Estabelecer e manter comunicação com as partes interessadas, internas e externas; 
-Determinar os requisitos legais aplicáveis e os aspectos ambientais associados às atividades, produtos ou serviços da organização; - Desenvolver o comprometimento da administração e dos empregados no sentido da proteção ao meio ambiente, com uma clara definição de responsabilidades e responsáveis; - Estimular o planejamento ambiental ao longo do ciclo de vida do produto ou do processo; -Estabelecer um processo que permita atingir os níveis de desempenho visados. 

O que é um SGA de acordo com a ISO 14000? 

Uma das maneiras mais usuais de iniciar uma gestão ambiental tem sido a implantação de um SGA com o objetivo de certificação. Esse processo é sustentado e orientado segundo normas internacionais ISO 14000, que visa alcançar três principais objetivos: 
1. promover uma abordagem comum a nível internacional no que diz respeito à gestão ambiental dos produtos; 
2. aumentar a capacidade das empresas de alcançarem um desempenho ambiental e na medição de seus efeitos; 
3. facilitar o comércio, eliminando as barreiras dos imperativos ecológicos.

ISO 14000 NO BRASIL 

- A ISO 14000 são uma família de normas que buscam estabelecer ferramentas e sistemas para a administração ambiental de uma organização, estabelecendo normas para a implantação de um SGA. 
- representante da ISO e um dos seus fundadores: ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

Objetivos da ISO 14000 Através da ISO cria-se a certificação por meio de rótulos ecológicos, possibilitando identificar aquelas empresas que atendem à legislação ambiental e cumprem os princípios de desenvolvimento sustentável.

BENEFÍCIOS DA ISO 

- comprometimento da administração para atender às disposições de sua política, objetivos e metas; 
- maior ênfase à prevenção do que às ações corretivas; 
- podem ser oferecidas evidências de atuação cuidadosa e de atendimento aos requisitos legais; 
-concepção de sistemas incorpora o processo de melhoria contínua; 
-Não exige a adoção da melhor tecnologia disponível. 
Implantação da ISO 14001 é um processo caro? 
-Depende fundamentalmente da natureza da organização e dos aspectos/impactos ambientais identificados. 
-Passivo ambiental (contaminação do solo, lençol freático); 
-inadimplências 


Preparando a implantação de um SGA 
Principais barreiras para a certificação ISO 14001 de pequenas e médias empresas: 
-cultura empreendedora; 
- baixa disponibilidade de recursos financeiros e de pessoal; 
-preparação de auditores fiscais; 
-custo da certificação

Importantes elementos de um SGA -São seis os elementos: política ambiental; planejamento; implementação e operação; monitoramento e correção das ações; revisão gerencial e melhoria contínua. 1. Política ambiental: a empresa estabelece suas metas e compromissos com seu desempenho ambiental; 
2.Planejamento: a empresa analisa o impacto ambiental de suas atividades; 3. Implementação e operação: é o desenvolvimento e a execução de ações para atingir as metas e os objetivos ambientais; 

4. Monitoramento e correção das ações: implica no monitoramento e a utilização de indicadores que asseguram que as metas e objetivos estão sendo atingidos; 
5.Revisão gerencial: o SGA é revisado pelo comando superior da empresa, a fim de assegurar sua probabilidade, adequação e efetividade;
6. Melhoria continua

Através da ISO cria-se a certificação por meio de rótulos ecológicos, possibilitando identificar aquelas empresas que atendem à legislação ambiental e cumprem os princípios de desenvolvimento sustentável.

ISO 14001: trata do Sistema de Gestão Ambiental (SGA). • ISO 14004: trata do Sistema de Gestão Ambiental, sendo destinado ao uso interno da empresa. • ISO 14010: Auditorias Ambientais – princípios gerais. • ISO 14011: Auditorias Ambientais – procedimentos de auditoria – Auditoria de SGA. • ISO 14012: Diretrizes da Auditoria Ambiental – critérios de qualificação para auditores ambientais • ISO 14031: Desempenho Ambiental. • ISO 14020: Rotulagem Ambiental. • ISO 14040: Análise do Ciclo de Vida.
1.SGA (ISO 14001 e ISO 14004): A ISO 14001 é a única da série que permite a certificação por terceiros (certificadoras), sendo a única cujo conteúdo é efetivamente auditado na forma de requisitos obrigatórios de um SGA. A ISO 14004, embora seja uma norma que visa à orientação, apresenta um caráter não certificável, fornecendo importantes informações para a implantação dos requisitos da ISO 14001. 
2.Auditoria de SGA (ISO 19011): estabelecem os procedimentos e requisitos gerais das auditorias e dos auditores de um SGA certificável, sendo um subsídio determinante para a implantação do requisito de auditoria do SGA. 
3.Avaliação de desempenho ambiental (ISO 14031): apresentam as diretrizes para a realização da avaliação de desempenho ambiental dos processos nas organizações. 
4.Gases de efeito estufa (ISO 14064, 14065 e 14066): especificação e orientação para quantificação, monitoramento e elaboração de relatórios de redução de emissões de GEEs. 

Processos e produtos

1.Rotulagem ambiental (ISO 14020, ISO 14021, ISO 14024): estabelecem diferentes escopos para a concessão de selos ambientais. Se constitui em padrão de credibilidade e aceitação nacional. 
2.Avaliação de ciclo de vida (ISO 14040, ISO 14041, ISO 14042, ISO 14043, ISO 14044): estabelece a sistemática para realização da avaliação de ciclo de vida de produto. Se considera tudo o que entra no processo produtivo desde matérias-primas e insumos de processo (energia, água, madeira, minerais, etc), passando pelos poluentes gerados, até a fase de descarte do produto ao final de sua vida útil e suas implicações ambientais. 
3.Aspectos ambientais em normas de produtos (ISO/TR 14062): visa orientar os elaboradores de normas de produtos, buscando a especificação de critérios que reduzam os efeitos ambientais advindos de seus componentes. 

- A auditoria do SGA é a ferramenta que verifica a eficácia do sistema de gestão ambiental. Ela identifica e justifica as medidas de controle do sistema, e recomenda correção segundo um calendário estabelecido para a mesma. Pode identificar ou oportunidades de melhoria como: 
• Fontes de poluição e medidas de controle e prevenção; 
• Uso de energia e água – medidas de economia; 
• Processos de produção e distribuição; 
• Pesquisa e desenvolvimento de produtos; 
• Uso, armazenagem, manuseio e transporte de produtos controlados; 
• Subprodutos e desperdícios; 
• Estações de tratamento de efluentes; 
• Reforma e manutenção em prédios; 
• Panes, acidentes, medidas de emergência e mitigação; 
• Saúde ocupacional e segurança no trabalho. 

Certificação:é o procedimento pelo qual uma terceira parte dá garantia escrita de que um produto, processo ou serviço está em  conformidade com os requisitos especificados, ou seja, está em conformidade com a Lei do Meio Ambiente  n°6938/81, deixando-o na melhor condição possível a fim de obter um desenvolvimento sustentável.
Acreditação - é o reconhecimento formal, concedido por um organismo autorizado, de que uma entidade tem competência técnica para realizar serviços específicos. O escopo é definido pela Norma de Acreditação. 
Certificação - a empresa define o escopo de certificação, se serão envolvidos todos os processos da empresa ou não.

Importantes aspectos da certificação 
-Não estabelece requisitos absolutos para desempenho ambiental; 
-Exigência/comprometimento com atendimento à legislação e com a melhoria contínua; 
-Busca por resultados ambientais progressivamente melhores; 
-Incentivo às melhores opções tecnológicas disponíveis quando economicamente viável. 

Vantagens da Certificação 
- Melhor imagem junto à clientes e consumidores; 
- Maior qualidade do produto; 
- Adotada como estratégia de marketing, como uma oportunidade de mercado para diferenciar-se dos concorrentes; 
- Contribui para inserção da marca em novos nichos de mercado com alta exigência ambiental.
Tipos de certificação 
-Certificação compulsória é regulamentada por lei ou portaria de um órgão regulamentador e prioriza as questões de segurança, saúde e meio ambiente. Assim, os produtos listados nas regulamentações apenas podem ser comercializados com a certificação. Ex.: Adaptadores de plugues e tomadas (Inmetro); Capacete de Segurança para Uso na Industria (MTE) Agulhas hipodérmicas estéreis para uso único e agulhas gengivais estéreis para uso único (Anvisa);
-Certificação voluntária não possui qualquer regulamentação de órgão oficial, sendo a decisão exclusiva da empresa que fabrica o produto ou fornece o serviço com objetivo de garantir a conformidade de processos, produtos e serviços por meio de laudo realizado em alguns de seus componentes. Ex.: bens de informática, materiais e equipamentos da construção civil, cachaça. 

Sistema Brasileiro de Certificação - SBC 

- Instituído pelo Conmetro - Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - pela Resolução O8/92 (revista pela Resolução O2/97) para estabelecer uma estrutura de certificação de conformidade adequada às necessidades do Brasil. 
- SBC é um sistema reconhecido pelo Estado Brasileiro e possui suas próprias regras e procedimentos de gestão.

Organismo de Certificação Credenciado (OCC) São as entidades que conduzem e concedem a certificação de conformidade. -Credenciados com base nos princípios e políticas adotados no âmbito do SBC e nos critérios, procedimentos e regulamentos estabelecidos pelo Inmetro.
-Devem passar por um processo de credenciamento segundo os critérios estabelecidos pela legislação brasileira para poderem emitir certificados de conformidade válidos no Brasil; 
-Tem como prática se credenciarem em vários países para que os certificados emitidos por eles tenham ampla aceitação; 
-Brasil: Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Sinmetro) 
Rotulagem ambiental 
A rotulagem ambiental da série ISO 14001 é a certificação de produtos adequados ao uso, que apresentam menor impacto ao meio ambiente em relação a produtos comparáveis disponíveis no mercado. 
Objetivo 
Promover a melhoria da Qualidade Ambiental de produtos e processos mediante a mobilização das forças de mercado pela conscientização de consumidores e produtores .
Pontos básicos a ressaltar sobre rotulagem 
• Difere da certificação convencional de produtos que adotam normas e requisitos mínimos de qualidade; 
• Família de produtos comparáveis; 
• É efetuada em relação a critérios bem definidos; 
• É um mecanismo de informação ao consumidor; 
• É um instrumento de marketing para as empresas. 
Tipos de rótulos

Tipo de Selo:

-Positivos: visam a garantir que determinados produtos apresentem um ou mais atributos “ambientalmente preferíveis”. O mais comum, nesta categoria, é o “selo de aprovação”. Receber um selo desse tipo significa que o produto foi considerado pelo programa como menos prejudicial ao meio ambiente dentro de uma determinada categoria de produtos, definida pelo conjunto dos fabricantes ou pela organização certificadora. Entre os positivos, há também aqueles que certificam apenas um atributo.  Ex.: “reciclado” e “biodegradável”. 
-Negativos: têm a finalidade de ressaltar aspectos negativos, como a presença de determinadas substâncias químicas, e incentivar o uso adequado de produtos com potencial risco para a saúde e a segurança dos consumidores. São, na maioria das vezes, exigidos por agências governamentais. 
- Neutros: os “informativos” aparecem como os mais comuns. Sem se propor a nenhum “julgamento”, eles se prestam a destacar informações que podem ser úteis para uma tomada de decisão do consumidor. -Ex.: rótulos com valores nutricionais. 
Residuos

De acordo com a norma ABNT NBR 10.004, os resíduos podem ser classificados em: 




Logística Reversa e Gestão Ambiental 


1. INTRODUÇÃO

O presente trabalho tem por finalidade ampliar o conhecimento dos alunos do Curso de Engenharia de Produção explorando as áreas de logística reversa e gestão ambiental. A logística reversa e a gestão ambiental se utilizadas de forma responsável e comprometida podem trazer impactos benéficos para o meio ambiente melhorando a qualidade de vida da população, as organizações trabalhando de forma ambientalmente correta e de forma a aumentar a competitividade.


2. DESENVOLVIMENTO

A ideia de desenvolver logística reversa e gestão ambiental está diretamente ligada a sustentabilidade sendo este tema considerado na atualidade um grande problema ambiental. A necessidade de conscientizar o cidadão e as organizações que os recursos naturais são finitos e existe um apelo urgente para o controle da poluição e do aquecimento global, trazem a tona a discussão sobre estes assuntos. 
Para as organizações é um desafio presente desenvolver processos ambientalmente corretos aliando diminuição de custos e aumento da produtividade melhorando continuamente  seu desempenho e sua qualidade em todos os aspectos. Gerar menos resíduos, trabalhar com energia limpa e ter eficiência na logística impacta diretamente nos custos e lucros de uma organização. Outro fator neste contexto é a mudança da cultura organizacional já solidificada por conceitos existentes de longo prazo, que requer paciência e persistência por parte dos gestores u=interessados nestas mudanças que envolvem além de conhecimento e aprendizados vários custos significativos.
Para Barbieri e Dias (2002), a logística reversa torna-se sustentável e pode ser vista como um novo padrão na cadeia produtiva de diversos setores econômicos, por reduzir a exploração de recursos naturais enquanto recupera materiais para serem retornados aos ciclos produtivos e na redução do volume de poluição constituída por materiais descartados no meio ambiente.
Os consumidores exigem custos mais baixos nos produtos e ao mesmo tempo uma prática sustentável para que os danos ao meio ambiente sejam menores, criando uma pressão de mercado sobre as organizações que precisam agregar valor aos seus produtos.


2.1 - O que é Logística Reversa e Logística Ambiental.

A logística reversa ainda não possui um conceito bem definido, é um conceito em desenvolvimento devido ao interesse empresarial e pesquisas nesta área. 
Para LEITE(2005, p.16-17),
Entendemos a logística reversa como a área da logística empresarial que planeja, opera e controla o fluxo e as informações logísticas correspondentes, do retorno dos bens de pós-venda e de pós-consumo ao ciclo de negócios ou ao ciclo produtivo, por meio dos canais de distribuições reversos, agregando-lhes valor de diversas naturezas: econômico,ecológico, legal, logístico, de imagem corporativa, entre outros. 
A logística reversa pode ser definida como o caminho contrário da logística tradicional. Para a logística convencional utiliza-se o planejamento, o qual, é utilizado na logística reversa. Para isso, os dois segmentos da logística tratam do fluxo de informações, fluxo de materiais, nível de estoque,transporte, armazenagem e nível de serviço. Este segmento da logística coloca em evidencia um conceito mais amplo que é o ciclo de vida dos produto o qual não termina na entrega ao cliente final, fazendo então o caminho inverso para descarte ou reutilização, incluindo os custos do gerenciamento do caminho reverso.
Logística Ambiental
A logística ambiental, denominada também como logística verde, consiste em compreender os impactos logísticos e minimizá-los. 
Para conceituar logística ambiental pode-se dizer que, é a realização de ações ambientais para otimizar processos e uso de materiais dentre eles recursos naturais, com o objetivo de reduzir custos logísticos e está diretamente ligado ao gerenciamento da cadeia de suprimentos e supply chain.
A necessidade de atender aos princípios da sustentabilidade e tornar as empresas responsáveis por suas ações em relação ao meio ambiente. Quando fala-se em ecoeficiência, pretende-se produzir mais com menor impacto ao meio ambiente, diminuir o consumo de matéria-prima otimizando o uso energético.
A abordagem da logística ambiental remete a outro conceito que é o dos resíduos. Resíduo pode ser entendido como as partes que sobram de processos derivados das atividades humanas e animal e de processos produtivos como a matéria orgânica, o lixo doméstico, os efluentes industriais e os gases liberados em processos industriais ou por motores.  


2.2 - Quais as razões que levaram as empresas a atuarem em Logística Reversa.


Na logística reversa as questões de qualidade e demanda, tornam-se pontos de difícil controle, gerando um nível alo de incerteza. As razões que levam uma empresa a utilizar a logística reversa são diversas. 
A legislação ambiental através da lei Lei 12.305/10 exige que as empresas coletem o material destinado ao processo da logística reversa de seus produtos e apliquem o tratamento necessário. 
Para evitar os altos custos no descarte correto do lixo gerado, as empresas procuram fazer reutilização  no processo produtivo dos produtos que retornam. 
Outro fator é o crescimento da conscientização da questão ambiental de modo geral, e também criar uma diferenciação no nível de serviço tornando-se mais competitiva. 
Aumento da margem de lucro, canais de distribuição com  melhor planejamento e recuperação de ativos. 
A sustentabilidade já faz parte dos processos das grandes empresas, que tem por objetivo atender as necessidade do desenvolvimento econômico e as necessidades humanas sem comprometimentos futuros. 


2.3 - Logística do Pós-venda, Pós-consumo e Reciclagem.


Logística do Pós-venda, considera que o ciclo de vida do produto não acaba ao chegar ao consumidor final. As falhas na realização do pedido, defeitos, motivos comerciais ou mesmo as garantias dadas por parte dos fabricantes exige que certos produtos retornem aos fornecedores, e a velocidade com que este retorno acontece garante a satisfação do cliente ou a sua insatisfação caso o processo seja ineficiente. 
Pós-consumo, neste segmento encontra-se o descarte, e isso acompanha o ciclo de vida do produto e sua diminuição. É possível abordar três caminhos para o descarte ou reutilização. Depois de chegar ao consumidor final o produto pode ser descartado em aterros sanitários ou depósitos destinados para tal ação, fazendo um descarte seguro e correto. Ele pode ser descartado na natureza aumentando a poluição e seus danos ao meio ambiente. Ou então seguir para cadeia de distribuição reversa.
Reciclagem, basicamente é a transformação de um produto descartado em um novo produto, e contribui para diminuir a poluição através do lixo produzido. 


2.4 - ISO 14000


ISO significa International Organization for Standardization, que se refere a uma série de normas e diretrizes com o objetivo de padronizar e garantir que as organizações públicas e privadas preocupem-se e pratiquem a gestão ambiental. A ISO define estas normas que definem o SGA que significa Sistema de Gestão Ambiental. 
A ISO 14000 tem o objetivo de garantir as organizações preocupem-se com o meio ambiente mantendo-o em equilíbrio, mantendo o comprometimento com a legislação ambiental do país, cumprindo suas leis. A versão Brasileira da ISO 14000 é nomeada como ABNT NBR ISO 14000 e a representante legal no Brasil é a ABNT. 
O conjunto ISO 14000  de normas é formado:
ISO 14001: trata do Sistema de Gestão Ambiental (SGA).
ISO 14004: trata do Sistema de Gestão Ambiental, sendo destinada ao uso interno da Empresa.
ISO 14010: são normas sobre as Auditorias Ambientais. São elas que asseguram credibilidade a todo processo de certificação ambiental.
ISO 14031: são normas sobre Desempenho Ambiental.
ISO 14020: são normas sobre Rotulagem Ambiental.
ISO 14040: são normas sobre a Análise do Ciclo de Vida.
A ISO 14000 necessita que organização defina sua política ambiental prevendo ação e definindo objetivos e metas ambientais. Os esforços individuais das organizações resultam em um desenvolvimento sustentável que atende as necessidades do presente sem comprometer as necessidades das gerações futuras. 


2.5 - Logística Sustentável


A logística de uma organização é um processo que causa impacto significativo nos lucros da empresa, o que exige uma eficiência operacional cada vez mais aprimorada.  A logística reversa se insere neste contexto do desenvolvimento sustentável, pois, preocupa-se com o desgaste do meio ambiente e a escassez da matéria – prima.  O que difere as organizações quando trata-se de logística é o desenvolvimento de um processo gerencial eficiente e econômico em todas as fases do processo produtivo atendo as especificações. Umas das saídas encontradas pelas organizações é trabalhar com a fidelização dos clientes tornado a logística uma vantagem competitiva sustentável. A logística reversa em todos os processos reflete na imagem da empresa, pois, indica uma imagem ambientalmente correta e uma vantagem sobre os concorrentes que não utilizam tais conceitos.


2.6 - Rentabilidade da logística reversa


Cada vez mais as exigências do mercado fazem com que as organizações preocupem-se em implantar a logística reversa, que está diretamente ligada ao desenvolvimento econômico, financeiro, ambiental e operacional. 
O aumento do consumo de bens e serviços faz com que sejam gerados mais resíduos e existe uma necessidade urgente de fazer com  que está conscientização ambiental seja expandida e os processos sejam tratados de forma que o meio ambiente seja preservado e a qualidade de vida seja melhor. 
Nesse sentido as organizações representam um elemento importante, pois desenvolvem ações importantes para em toda a cadeia do desenvolvimento sustentável enquanto s vantagem competitiva e controle operacional de suas atividades.


3. CONCLUSÃO


As respostas aos questionamentos nos elucidaram os conceitos que relacionam a logística reversa, a gestão ambienta e as norma ISO14000, deixando claro a importância do planejamento e gerenciamento da rede logística reversa, e mostrando que a inexistência de padronizações e especificações para os procedimentos tornam o processo lento na sua eficiência. Estes conceito ainda precisam ser aprimorados e desenvolvidos de forma mais sólida que correrá através de pesquisas e padronizações que garantam as organizações a sua eficiência, através de indicadores que permitam visualizar a relação custo benefício das atividades e a visualização dos custos. 
Implantar um processo de logística reversa alem de ser um processo ambientalmente correto deve ser também uma vantagem competitiva que agrega valor ao produto, satisfaz as necessidades dos consumidores gerando maiores lucros.
A melhoria contínua dos processos envolve uma mudança de consciência por parte de gestores que precisam desenvolver essa mesma mudança de consciência em toda a organização passando pelas esferas, estratégica, tática e operacional. É um legado a ser construído para que seja desenvolvido e consiga atingir as futuras gerações para a continuidade, desenvolvimento e aprimoramento destes conceitos.


4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

LEITE, Paulo Roberto. Logistica Reversa: Meio Ambiente e Competitividade. São
Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.
WILE, Mariana Muller. LOGÍSTICA REVERSA: CONCEITOS, LEGISLAÇÃO E SISTEMA DE CUSTEIO APLICÁVEL. Disponível em:< http://www.opet.com.br/faculdade/revista-cc-adm/pdf/n8/LOGISTICA-REVERSA.pdf>. Acesso em 24/1082016, às 21:20
MUELLER, Carla Fernanda. Logística Reversa Meio-ambiente e Produtividade. Disponível em: < http://limpezapublica.com.br/textos/artigo01_1.pdf>. Acesso em 24/10/2016, às 21:30.
WILE, Mariana Muller.LOGÍSTICA REVERSA: CONCEITOS, LEGISLAÇÃO E SISTEMA DE CUSTEIO APLICÁVEL<http://www.opet.com.br/faculdade/revista-cc-adm/pdf/n8/LOGISTICA-REVERSA.pdf>. Acesso em 02/11/2016.
SANTOS. Mario Roberto. A LOGISTICA REVERSA E A SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL.<http://web-resol.org/textos/a_logistica_reversa_e_a_sustentabilidade_empresarial.pdf>. Acesso em 02/11/2016.
SOARES, Tamara Amaral. A IMPORTÂNCIA DA LOGÍSTICA REVERSA NO ÂMBITO SOCIAL, AMBIENTAL E ECONÔMICO. <http://www.fatecguaratingueta.edu.br/fateclog/artigos/Artigo_58.PDF>. Acesso em 02/11/2016.
COELHO, Leandro Callegari. Logística reversa – muito além da reciclagem. <http://www.techoje.com.br/site/techoje/categoria/detalhe_artigo/301>. Acesso em 02/11/2016.
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE.Logística Reversa. http://www.mma.gov.br/cidades-sustentaveis/residuos-perigosos/logistica-reversa. Acesso em 02/11/2016.
COELHO, Leandro Callegari. Logística reversa – muito além da reciclagem
 <http://www.logisticadescomplicada.com/logistica-reversa-muito-alem-da-reciclagem>. Acesso em 02/11/2016.









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