5. Gestão do Conhecimento

A gestão do conhecimento tornou-se um recurso estratégico para as organizações.                                                   



            


A gestão do conhecimento parte da premissa de que todo o conhecimento existente  nas organizações, na cabeça das pessoas, nas veias dos processos e no coração dos departamentos, pertence também à organização. Em contrapartida, todos os colaboradores podem usufruir de todo o conhecimento presente na organização. (LUCHESI,2012)
Vive-se em um momento em que não basta as organizações possuírem tecnologia, é necessário deter o conhecimento, tendo assim vantagem competitiva e inteligência organizacional. 
O conhecimento é considerado um ativo intangível, e na gestão do conhecimento divide-se em: tácito ou explícito. 
Tácito é o conhecimento presente nas pessoas, adquirido através da experiência, da prática, da vivência, é a capacidade de colocar em prática todo o conhecimento teórico adquirido ao longo do tempo ou da vivência proporcional. 
Explícito  é o maior desafio das organizações, transformar o conhecimento tácito em explícito, e conseqüentemente organizá-lo para torná-lo disponível.
Uma característica da gestão do conhecimento é que sendo ele compartilhado, dividido, utilizado, aumenta com o passar do tempo, e por ser um recurso infinito pode trazer vantagens a longo prazo. 

ORIGEM DA GESTÃO DO CONHECIMENTO



Como campo de pesquisa a gestão do conhecimento é bastante explorado pela área de administração. Segundo Sveiby (2001) a gestão do conhecimento tem pelo menos três origens, nos Estados Unidos ela surgiu da Inteligência Artificial, quando se observou que as maiorias dos sistemas se tornavam obsoletos após seis meses, foi quando se começou avaliar o contexto do conhecimento na condução dos negócios, quando se começa a pensar em criação, aprendizado compartilhado, transferência de conhecimento, etc.
Sveiby (2001) destaca também, que no Japão desde 1980 haviam a preocupação com os temas de inovação e conhecimento. Desta maneira conduzindo-o na observação da pouca valorização dos ativos intangíveis, pois isso não estava descrito nos balanços das organizações. Neste estudo destacaram-se os autores Nonaka e Takeuchi. 
Enquanto isso na Suécia, com base nas observações de Sveiby (2001),  as preocupações com medições estratégicas, conduziram a formação de estratégias baseadas em competência, o que invariavelmente depende do conhecimento dos funcionários das organizações, o que levou uma abertura para a gestão do conhecimento. 
Desde então os estudos nesta área não param de crescer, cada vez mais vem surgindo aplicações na área de gestão do conhecimento. As empresas vêm se conscientizando principalmente no Brasil, em que este campo é mais recente, que é importante que seja desenvolvido uma postura voltada para o aprendizado com foco na aquisição, armazenagem, processamento e, principalmente na disseminação e uso da informação e do conhecimento. (SANTOS, 2005c).

A gestão do conhecimento tem como principal aplicação a competitividade de acordo Teixeira Filho (2000), e é sob a ótica da vantagem competitiva que a implantação da gestão do conhecimento nas organizações deve ser avaliada. A relação entre gestão do conhecimento e inteligência competitiva passa por diversos aspectos: pessoas, processos, tecnologias e informação e deve ser trabalhada sob o ponto de vista da geração, preservação e disseminação do conhecimento.

GESTÃO DO CONHECIMENTO NO BRASIL

A inteligência competitiva é muito utilizada através da gestão do conhecimento em alguns países, mas no Brasil ainda existem poucas iniciativas de gestão de conhecimento.Segundo Teixeira Filho (2000), existem alguns casos na iniciativa privada, na maioria das vezes transnacionais que utilizam o modelo de seu país de origem, como a Andersen Consulting, Ernest & Young etc. e as empresas da área de tecnologias da informação como a IBM, Unisys e Microsoft. Já na área governamental a principal iniciativa é do INT, Instituto Nacional de Tecnologia, mas outros exemplos podem ser citados, como o Sebrae, Ministério da Ciência e Tecnologia entre outros.
Fonte: https://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/468/591


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